O Facebook irá adotar, como política institucional, a ideia de “aproximar o mundo”, formando uma comunidade que seja a “nova igreja”. Essa pretensão foi admitida pelo fundador da rede social, Mark Zuckerberg.
Controverso e ambicioso, Zuckerberg não mede esforços para perpetuar o domínio de sua empresa no que se refere às redes sociais, e no estabelecimento do Facebook como o centro da internet. Agora, acredita que as pessoas devam atuar como pastores na rede social, de forma a cuidar uma das outras.
De acordo com informações do jornal britânico The Independent, Zuckerberg acredita que sua rede social possa unir a sociedade “dividida”, fazendo as pessoas sentirem-se “parte de algo maior”, como muitas vezes fazem os pastores nas igrejas, conciliando atritos.
“Enquanto tenho viajado ao redor do mundo e aprendido sobre lugares diferentes, percebi que uma coisa é clara: grandes comunidades têm grandes líderes. Pense nisso. Uma igreja não é apenas um grande grupo. Ela tem um pastor que cuida do bem-estar de sua congregação e se certifica de que eles tenham comida e abrigo”, comparou.

Na ocasião, disse que se lembraria daquela experiência “por muito tempo”, pois havia aprendido que, independentemente de cultura, boa parte do propósito da sociedade é igual: “Nós podemos vir de diferentes caminhadas de vida, mas todos queremos encontrar propósito e autenticidade em algo maior do que nós mesmos”, afirmou.
Agora, Zuckeberg parece usar esse encontro como inspiração para fortalecer ainda mais sua empresa: “Os líderes definem a cultura, nos inspiram, nos dão segurança e cuidam de nós […] As comunidades nos dão essa sensação de que somos parte de algo maior que nós mesmos, que não estamos sós, que temos algo melhor pela frente para se trabalhar”, escreveu.
Segundo o bilionário empresário, o Facebook tem usado, nos últimos seis meses, uma ferramenta de inteligência artificial para sugerir aos usuários grupos dos quais eles poderiam participar, e o aumento de inscritos nesses grupos foi de 50% no período. Traduzindo: as pessoas estão passando mais tempo na rede social.
“As pessoas que vão à igreja são mais propensas a se oferecerem às instituições de caridade — não apenas porque são religiosas, mas porque são parte de uma comunidade”, constatou, argumentando em favor de sua iniciativa.
“É marcante notar que, durante décadas, a participação em todos os tipos de grupos diminuiu”, observou, referindo-se também às comunidades de fé. “Por isso, muitas pessoas agora precisam encontrar um senso de propósito e servir de apoio em outro lugar”, acrescentou, dando a entender que o Facebook poderia cumprir esse papel.
Agora, o empresário quer que pelo menos metade dos dois bilhões de usuários do Facebook seja parte de algum grupo online com número relevante de participantes, pois hoje, “apenas”, 100 milhões dos inscritos fazem parte de alguma comunidade na rede social.
“Se pudermos fazer isso, não iremos apenas contornar a queda do número de membros nas comunidades que temos visto ao longo de décadas, mas vamos começar a reforçar a nossa fábrica social e aproximar o mundo”, concluiu. 
Axact

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